Como as escolas devem lidar com as crianças tecnológicas de hoje?

Nos últimos anos a humanidade tem discutido muito sobre a chegada das novas gerações, principalmente daquelas que acabaram de entrar no mercado de trabalho como as Y e Z.

O tempo passou e agora com a segunda década do século XXI prestes a acabar estamos diante de uma nova geração.

Que apesar de ainda ser muito jovem, já é capaz de mostrar um pouco da sua grande capacidade.

Essas crianças tecnológicas pertencem ao que chamamos de geração alpha – nasceram depois do ano de 2010 e chegaram junto com toda velocidade e revolução que vimos desde o início dos anos 2000.

Nesse novo contexto, como as escolas devem lidar com as crianças tecnológicas de hoje?

Quais são os desafios e as oportunidades que devem ser exploradas?

Com a orientação certa dos pedagogos e dos pais, temos a oportunidade de participar da construção de adultos que ajudarão a resolver problemas que até décadas atrás não possuíam nenhuma solução.

Iremos abordar esses temas nesse artigo e mostrar as possibilidades que os educadores possuem para se adaptar a essa nova realidade.

Acompanhe!

Quais as principais características das crianças tecnológicas de hoje?

As principais diferenças se compararmos com as de outras épocas com certeza são: a exposição a tecnologia e grande quantidade de informação.

O resultado disso é que o ser humano tem recebido mais estímulos ao seu redor desde a primeira infância.

Além disso, com a evolução das condições econômicas e da democratização ao acesso da educação primária, as pessoas tem entrado na escola mais cedo.

Se bem explorada, essas condições podem ser positivas.

Pois dessa forma é possível que o processo de desenvolvimento infantil se intensifique, deixando os pequenos curiosos, atentos e ligadas no que ocorre em sua volta.

É impressionante notar a facilidade dos nossos alunos em explorar um smartphone, computador e outras tecnologias.

Diretamente correlacionada a sua curiosidade, os pertencentes a geração Alpha geralmente são mais independentes e possuem uma excessiva vontade de sempre buscar maiores interações com os objetos ao seu redor.

Os principais desafios que precisam ser enfrentados

Todos esses cenários podem ser observados por um ponto de vista otimista como já foi apresentado aqui.

Apesar das possibilidades, ainda existem diversos desafios que você como educador já deve ter notado.

Quer uma ajuda para reconhecê-los?

Listamos alguns dos desafios comuns que estão presentes no cotidiano dos alpha’s.

A ansiedade e a agitação excessiva do mundo atual

O mundo de hoje possui muitos excessos, somos bombardeado de informações a cada segundo, cercados de incertezas, pressionados a sempre dar o máximo.

Desde pequenos temos que apresentar resultados acima da média de forma rápida.

O resultado disso é que temos dificuldade em viver o momento presente.

Sempre estamos pensando no que fizemos de errado, ou com toda agitação presente ao redor, no que ainda precisa ser feito.

Se engana quem acha que isso não atinge os pequenos, por causa disso eles também podem desenvolver transtornos de ansiedade e depressão.

Ao mesmo tempo que eles estão entrando na escola cedo, a pressão familiar também aumentou.

Quando chega o final do dia muitas vezes não tiveram tempo para fazer nada além de estudar.

Não sobra tempo nem para brincar.

Esse grande erro que vários pais cometem não pode ser refletido na escola infantil.

É necessário desenvolver o aluno de forma adequada.

Respeitando o seu tempo, sem pular etapas e principalmente incentivando o aprendizado de forma saudável, sem excessos.

Crianças mais conectadas com o outro, e não somente com seus aparelhos eletrônicos

É nítido que diversos pequeninos de hoje possuem dificuldade em se comunicar e isso em partes também se deve ao uso excessivo da tecnologia de forma individualista.

Quantas vezes presenciamos um aluno que prefere ficar jogando no celular do que brincar com os colegas?

É muito importante reforçar que um dos papéis de extrema importância da escola para a sociedade é o desenvolvimento das relações humanas.

Desde pequenos precisamos aprender a interagir melhor com o outro.

É preciso desenvolver o respeito, compreensão e empatia.

A tecnologia precisa ser usada como aliada, mas existem muitos momentos que o melhor a se fazer é desconectar dela e viver com quem está do nosso lado.

Principalmente durante a fase da infância.

O convívio com outras crianças é muito positivo, durante essa fase uma sempre aprende bastante com a outra.

Elas tem um jeito único de copiar e internalizar o comportamento alheio e isso ajuda no seu desenvolvimento.

Podemos estimular a formação de crianças pró-ativas e empoderadas que trabalhem em equipe

Por fim, acreditamos que o caminho que precisa ser percorrido é justamente o do desenvolvimento da pró-atividade com responsabilidade.

Precisamos formar seres humanos capazes de agir com ética, respeito e independência.

Ou seja, que busquem resolver problemas antes que os outros peçam.

É exatamente esse perfil que está sendo pedido pelo mercado de trabalho.

Por fim, o empoderamento também é importante.

Com o aumento da população e da comparação entre as pessoas, se sentir mais um na multidão acaba sendo corriqueiro.

Mas, não podemos deixar que isso desanime os futuros adultos.

É preciso incentivar o trabalho em equipe.

Mostrar que apesar de sozinhos serem capazes de realizar muitas coisas, em grupo serão capazes de mudar o mundo.

Se você também acredita que temos a oportunidade de formar uma geração capaz de descobrir soluções incríveis e transformar o mundo, não deixe de de compartilhar esse artigo.

Assim, outras escolas podem ser protagonistas desse propósito!

Femina Revista

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