Mulheres e sua importância na ciência

Desde sempre as mulheres contribuíram para os avanços na ciência, mas seus papéis não foram reconhecidos diante a sociedade. E pensando nessa desigualdade que historiadores interessados em estudo de gênero e ciência trouxeram à tona as contribuições femininas para o campo científico, inclusive suas dificuldades e estratégias para conseguir a aceitação de seus estudos.

Atualmente existe um projeto internacional que premia as mulheres mais influentes da ciência e desde 2016 são escolhidas pela qualidade e pelo potencial de suas pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras. Projetos como esse ajudam as mulheres a estarem na linha de frente do conhecimento e as estimulam a cada vez mais participarem desse cenário tão concorrido.

 

Há um grande avanço nas últimas décadas no que diz respeito à ciência, mas ainda é maior o número de homens obtendo doutorado em ciências e ocupando cargos de liderança em universidades, laboratórios e instituições de pesquisa.

Conforme o relatório internacional feito pela Boston Consulting Group, desde o final dos anos 90 a porcentagem de mulheres na área de pesquisa científica aumentou apenas 12%. A pesquisa também concluiu que a cada três pesquisadores, apenas uma é mulher. E focando na carreira acadêmica, apenas 32% das bacharelas em Ciências são mulheres e se tratando de mestrados o número cai para 30% e 25% para doutorado.

O Prêmio Nobel já premiou um número baixo de mulheres ao longo dos anos

O Prêmio Nobel é dividido em seis áreas: Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura, Ciências Econômicas e Paz e durante todos os anos de premiações, apenas 44 mulheres receberam a honraria entre os anos de 1901 a 2014.

Por mais que a área ainda seja predominantemente masculina, existem muitas mulheres de renome no Brasil que estudam diversos campos da ciência como a pesquisadora Alline Campos, que busca em seus estudos produzir medicamentos mais efetivos e que produzam menos efeitos colaterais, para o tratamento de pacientes que sofrem de ansiedade e depressão.

A cientista Daiana Ávila foi premiada por liderar um estudo sobre uma nova terapia para Esclerose Lateral Amiotrófica, doença genética, degenerativa e sem cura. E a pesquisadora Elisa Brietzke estuda o envelhecimento precoce em pessoas bipolares com a progressão da doença e futuramente ela busca desenvolver um medicamento capaz de bloquear esse avanço.

As mulheres devem escolher sua área de atuação e ocupar cada vez mais espaços ditos masculinos. Existem muitos cursos para quem deseja trabalhar na área de exatas como matemática, física e química, e pensando nisso o SENAI oferece cursos técnicos profissionalizantes em química, para que as mulheres se capacitem e sejam incluídas no mercado de trabalho.

Femina Revista

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